Karl Marx

Postado por David Pimentel em Junho de 2009

O Recado da Borboleta Negra

Postado por David Pimentel em Junho de 2009

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Celso Lungaretti

A ditadura militar de 1964/85 intimidou reitores, diretores, alunos e professores, criando um ambiente irrespirável nas escolas. Primeiro foram os expurgos, a caça às bruxas.

Depois que a poeira baixou, veio a fase da paranóia: quem estava em instituições ou cursos tidos como de esquerda, sabia ser vigiado o tempo todo, por espiões infiltrados nas salas-de-aula. Todo cuidado era pouco.

No entanto, até por falta de capacidade intelectual -- imaginem só, o coronel Jarbas Passarinho chegou a ser ministro da EDUCAÇÃO!!! --, os governos militares não conseguiram implantar a filosofia educacional fascistóide que seria condizente com sua visão de mundo. Causaram mais males no varejo que no atacado.

Pior mesmo foi a mercantilização do ensino que veio em seguida, com a imersão total do Brasil no capitalismo globalizado. Deixaram de existir estudantes, no sentido real do termo. Foram substituídos por consumidores ávidos por agregar valor a seu currículo profissional.

Nem mesmo a ditadura conseguiu suprimir a tradicional missão da educação, de capacitar os cidadãos para refletirem sobre o mundo em que vivem. A sociedade de consumo logrou este feito.

Agora, as escolas formam apertadores de parafusos, com uma formação especializada que lhes permite executar mal e mal suas tarefas numa determinada profissão -- e mais nada.

Quando cursei a Escola de Comunicações e Artes da USP, na década de 1970, os dois primeiros anos eram de formação geral, de forma que extraíamos ensinamentos riquíssimos da sinergia com os colegas de outras vocações (jornalismo x música x cinema, p. ex.). Esse respiradouro foi fechado, com a especialização agora sendo imposta desde o primeiro dia.

Disciplinas fundamentais para adquirirmos um conhecimento mais crítico e globalizante foram praticamente banidas dos currículos -- começando pela filosofia, que nos permite estabelecer conexões entre os várias abordagens da realidade, habituando-nos a pensar o todo, as partes e as interações entre ambos.

E que dizer do latim, vital para a compreensão de como os idiomas evoluíram e se diferenciaram a partir de uma base comum?! Como é triste ver brasileiros macaquearem sofregamente o falar estrangeiro e não mostrarem o menor interesse na jornada evolutiva que está por trás dele!

VANGUARDA DIZIMADA -- A aposta da esquerda no confronto com a ditadura pela via armada acabou alijando, pela morte ou impedimentos vários, quadros que teriam um papel fundamental a desempenhar na crítica ao modelo de educação e de sociedade que se foi implantando ao longo da década de 1970, quando houve uma reconfiguração para pior, infinitamente pior.

Indivíduos que de gênios tinham muito pouco (mas possuíam ganância e oportunismo em excesso), puderam concretizar sem maior resistência seu objetivo de substituir qualificação por memorização mesmerizada, franqueando as universidades a uma legião de zumbis do sistema.Instituições de ensino superior brotaram como cogumelos, promovendo farta distribuição de diplomas inúteis, já que o número de formados ultrapassa dezenas de vezes a capacidade de absorção do mercado.

Uma das vítimas desse mecanismo perverso deu um nome pitoresco ao estabelecimento comercial que teve de abrir por não haver conquistado um lugar ao sol na sua profissão: O Engenheiro Que Virou Suco.

Ademais, desvalorizou-se a graduação pura e simples. Pós, mestrado, doutorado, MBA's, extensão, especialização, seminários disto ou daquilo, uma gama enorme de produtos é oferecida aos consumidores que querem acrescentar diferenciais ao currículo, para se colocarem em vantagem sobre a concorrência no mercado de trabalho.

Resultado: selecionando profissionais para empresas de comunicação, eu frequentemente me deparava com candidatos que ostentavam vários desses penduricalhos mas eram incapazes de redigir algumas linhas sem cometer erros primários de ortografia, gramática e conhecimentos gerais.

Nunca se estudou tanto. Nunca se soube tão pouco sobre o que realmente importa.

Hoje há uma crítica generalizada ao aviltamento da representação política, mas poucos põem o dedo na ferida: os quadros executivos e legislativos são medíocres, predatórios e amorais em função da própria inexistência de uma verdadeira elite na sociedade brasileira.

Cada vez menos dirigentes conseguem ver a floresta atrás das árvores. Miram o interesse imediato e não se dão conta das consequências em médio e longo prazos, nem do quadro global. São conduzidos pelos acontecimentos, ao invés de tentar dar-lhes um direcionamento.

O cenário é o de terra arrasada, literalmente: além dos danos presentes, estamos transformando o futuro em incógnita, com o insensível desperdício/esgotamento de recursos essenciais para a sobrevivência humana.

Carecemos, mais do que nunca, de uma nova vanguarda política e intelectual, que ofereça alternativa ao pesadelo engendrado pelo capitalismo globalizado.

Uma esperança são os sinais de vida que, desde 2007, o movimento estudantil vem emitindo. Ainda é pouco para que seja revertido o imenso retrocesso, mas começou-se, pelo menos, a caminhar de novo na direção correta: a de recolocar a universidade como a consciência crítica da sociedade, o que implica questionarmos esse ensino superior que se prostituiu e descaracterizou, perdendo a própria razão de ser.

Quando um terremoto destruiu a infra-estrutura com que o Chile contava para sediar o Mundial de Futebol de 1962, um grande dirigente esportivo andino liderou o esforço para reerguer-se tudo em tempo recorde, tendo proferido uma frase célebre: "porque nada tenemos, lo haremos todo".

Em matéria de educação, é mais ou menos essa a situação. Nada mais temos, então precisamos construir tudo de novo.

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Por David Pimentel



Existem diversos tipos de mulheres com seus mais variados tipos de personalidades, mas assim como os homens, sempre há algo em comum entre elas, ou vice-versa. Entretanto, não vou fazer aqui uma classificação padronizada que possa dividir o contingente feminino em grupos semelhantes. O que pretendo é relatar alguns exemplos, onde posso fazer uma abordagem sintética baseada no observável das experiências vividas no meu meio social.

Inicialmente, um primeiro e “pior” grupo seria o das mulheres de pensamentos fúteis, ou seja, que visam o material e o prazer momentâneo. É característico nesse modelo feminino encontrarmos mulheres bonitas e com baixo nível intelectual, já que estas pensam que ser importante é pôr fotos bonitas e sensuais (mostrar que é gostosa) no Orkut e namorar algum playboy daqueles que andam com o carro do pai, ou numa fase mais adulta, aqueles caras que têm dinheiro mesmo, mas não tão nem aí pra ninguém e querem mesmo é curtir a vida. Esse tipo de mulher é aquele que geralmente mal consegue um emprego no comércio de atendente, mas tem um “peixe grande” e consegue trabalho numa loja ou repartição pública porque sua beleza é influenciável. Seu objetivo é curtir a vida até achar um rico, pode ser coroa, mas tem que ser otário, com o qual ela possa se casar e viver à custa dele.

O grupo citado acima se divide em descaradas, sonsas e meio termo, ou seja, as que estão em cima do muro dentre as outras duas primeiras classificações. Ligado paralelamente a este mesmo grupo existe um outro grupo de pensamento feminino que, particularmente, acho interessante. É o grupo da “Maria vai com as outras”, no qual encontramos tipos de mulheres que se classificam frequentemente entre as sonsas e meio termo, pois as influenciáveis geralmente são as (ou as mais) descaradas. Infelizmente, mulheres que se encaixam nesse perfil provavelmente não mudaram sua forma de pensar ao longo da vida. Mas é preciso lembrar que não existem apenas interesseiras de baixo nível intelectual. Pode-se observar um grupo de interesseiras espertas e com padrão intelectual considerável, sendo que estas preferem um romance sério e usurpador, prolongado até o julgamento final com o casamento.

Sobre o grupo de mulheres inteligentes, poderíamos dividir nas mulheres inteligentes comportadas, de vida discreta e religiosamente (ou não) regrada, com um bom conhecimento social e cultural que vivem tentando encontrar o amor de sua vida, para assim poder construir uma família estruturada, tendo sempre um bom futuro em mente; e nas mulheres inteligentes de pensamento aberto (livre), que são geralmente mulheres de bom caráter, respeito, saber cultural, gostam de se estabelecerem em posições de liderança em qual meio estiver e gostam da liberdade-independência, pois buscam aproveitar a vida da forma que bem entender, mas com responsabilidade, até encontrar alguém que realmente valha a pena para se construir uma vida.

O fato é que estas classificações se definem de acordo (ou não) com o nível econômico-social de vida de cada uma delas e que estes padrões característicos podem se mesclarem ou se transformarem ao longo da vida, ou seja, o que quero dizer, e ao mesmo tempo não me aprofundar, é que toda regra tem exceção. Não trouxe aqui, por exempo, o pensamento de uma profissional do sexo, pois creio que isso se dê por conseqüência de uma condição social ou por opção de vida. Outro fato é que também existem características gerais entre as mulheres que são um pouco complexas de se entender, como por exemplo, as mulheres que preferem homens garanhões (os dito corajosos e galinhas, frequentemente violentos), já outras (mulheres mais maduras adoram estes) procuram o tipo pré-conceituado de “besta e inexperiente”, mas inteligente e esforçado, que é aquele tipo onde muitas querem se escorar, pois este é um “nerd” ou mesmo não sendo, terá um futuro promissor ou pelo menos será trabalhador. Sei que isso é muito complexo de se analisar, e como não sou psicólogo, apenas entendo através do senso comum, que “gosto é que nem c#, cada um tem o seu”. No entanto, têm-se nas relações ditas normais, onde se o amor estiver presente, certas qualidades ou defeitos não fazem importância no sentido de impedir um relacionamento.

Tenho certeza que estas diversas concepções sobre o pensamento feminino permeiam as cabeças masculinas, já que são características bem visíveis na sociedade e que nós homens buscamos observar de acordo com nossa visão de mundo e com qual tipo de mulher nos identificamos mais. Desta forma, creio que o verdadeiro amor nasça diante das circunstâncias na qual vivemos e em qual contexto tal pessoa estará inserida em nossa vida, sendo que esta terá de assemelhar sobre a questão do nosso modo de viver, pois é assim que se constrói uma convivência. Tanto o homem quanto a mulher terá seus padrões e modos de pensar, mas acredito que os homens sempre tentaram inicialmente encaixar uma mulher que a conhecer, em algum destes grupos que citei no texto e que considero como principais, de acordo com o seu conhecimento e com a relação que pretenda estabelecer. Enfim, o que pretendi aqui foi fazer uma comparação entre as ações sociais das mulheres e concluir diante da premissa dos direitos iguais tão exigidos, que se a mulher pode dizer que “homem é tudo igual”, o homem também pode dizer que “mulher é tudo igual”.


Obs.: Que fique bem claro que não sou machista, apenas queria tratar do assunto com um pouco de humor e explanar uma parte do que penso sobre o assunto.


- Aguardo comentários, críticas, respostas, sendo que em breve trarei mais discussões sobre um pouco do que penso!


A comunidade escolar de Itabaiana está comprometida, Fundeb só paga a folha.


O atual prefeito, que prometeu não repetir nenhum dos seus problemas, iniciou sua administração com a mesma cara das outras administrações. Junto com ela, vieram os vícios e os mesmos erros.



Quando iniciou a gestão, o Prefeito escolheu a Professora Edezuita afirmando que teria três meses para oferecer dinâmica, e um novo secretário com novas idéias assumiria a educação. Mas...



O Sintese vem denunciando que o Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) está 100% comprometido para o pagamento da folha, e da forma que está não sobrará para pagar o décimo, a reforma escolar, melhorar a educação, e muito menos investir no estímulo profissional.



O décimo terceiro dos professores era pago 60% no aniversário de cada um, facilitando o desdobramento da folha. Na reunião com o prefeito, o mesmo propôs que fosse pago 50% no mês de junho. Os professores não aceitaram, mas foram obrigados a concordar. No entanto, esse 50% ainda não foi pago.



Acho que a professora Edezuíta entrou numa saia justa, pilotando um carro em que o volante fica longe das suas mãos.



O Sintese propõe que a educação seja repensada para não acabar explodindo em lavas de problemas.



Total do governo destinado à ação do FUNDEB em Itabaiana: R$ 4.219.536,24.


Clique e confira detalhado a transferência de recursos para Itabaiana destinados ao FUNDEB.


(Quando estiver na página, clique no CNPJ de Itabaiana para ver também os valores mensais).


FONTE: ITNET


(BREVE RELATO EMPÍRICO)



Por David Pimentel



Faz algum tempo que considero o ateísmo não como uma escolha, mas como conseqüência. Penso desta forma, pois o processo transitório que se passa até tornar-se um ateu convicto é algo lento e criterioso. Desde pequenos nos questionamos sobre a existência divina e sobrenatural, a não ser que estejamos inseridos em um processo de alienação religiosa muito forte, como é de costume na maioria dos casos referentes às famílias que têm as práticas religiosas como algo muito sério e necessário.

A criança que usufrui de maior liberdade tem a mente aberta e desprovida de alguma certeza, o que gera os vários questionamentos. Lembro-me que na minha infância sempre me questionava sobre como seria esse tão aclamado “Deus católico”, pois certas coisas para mim não faziam sentido ou quando mergulhava nas minhas relações imaginárias, os acontecimentos não batiam com os dizeres. Entretanto, para entender melhor a religião na qual estava inserido, o catolicismo, resolvi aceitar o convite feito por uma amigável freira de participar de um grupo de jovens. É trivial que quando criança temos a catequese e, mais a frente, geralmente se formos ligados à Igreja nos inserimos em algum grupo carismático de participantes jovens – de adolescentes a adultos.

Nesse grupo, eu mergulhei de cabeça, envolvido pela música, nos estudos religiosos que concerniam à bíblia, dinâmica de grupo, parábolas, mensagens religiosas, etc. O mais interessante de tudo, é que sempre haviam discussões sobre vários temas religiosos e sociais. Cada integrante expressava sua opinião, já alguns mais tímidos preferiam não falar. Em meio a tantos assuntos, abordagens e depoimentos de pessoas crentes, eu nunca consegui esquecer o questionamento sobre a possível (in)existência de um deus. Diante dessa dúvida fui construindo minhas concepções que aos poucos foram se modelando em constante transformação.

Cheguei a conclusão que um ser humano normal que se utiliza da lógica e do senso crítico racional, consegue enxergar coisas que em outros momentos não era possível. No meu caso e num primeiro momento, as fantasiosas estórias bíblicas que proporcionam a todo instante diversas interpretações aos olhos dos “crentes” tornaram-se piadas engraçadas. Mas mesmo assim eu insistia em buscar respostas condizentes com a realidade, ou seja, tentava filtrar o conhecimento religioso para o real (empírico). O que eu descobri num segundo momento é que foi uma pura perca de tempo, pois ao ler aprofundadamente livros de História, Filosofia, Biologia, Geografia, entre outros, as idéias começaram a tomar um eixo e as dúvidas começaram a ser esclarecidas.

O que penso é que quando temos uma crença enraizada em nosso cérebro, conseguimos enxergar coisas inimagináveis, pois na verdade é o que acreditamos e o que nosso complexo e fantástico cérebro resultante de seleção natural consegue projetar. Nas minhas pesquisas nunca constatei algum fato que eu considerasse veridicamente paranormal. Sempre recebemos informações de outrem, ou que um amigo de um amigo nos disse, mas isso é resultado do que eles acreditam ou simplesmente uma farsa (fantasmas em vídeos e fotos, por exemplo). Um resultado que é resultado da forte imposição sofrida ao nascimento e da potente alienação imposta hereditariamente. Todavia, se você chega ao ponto de interpretar tudo isso como uma grande mentira que teve sua construção de acordo com determinados fatos históricos e que sempre visou a dominação ou algum sentimento de preenchimento, tornando-se em um ateu convicto, você encontrou um novo problema, o pré-conceito. O primeiro pré-conceito que encontrará é o da própria família e em seguida do resto da sociedade, pois as pessoas acharão que você está revoltado, ou que teve alguma frustração, ou n motivos, sendo que o verdadeiro motivo eles desconhecem ou não conseguem entender.

A partir dessa mudança em sua vida que fez parte de um processo transitório e que agora resultou numa nova postura ideológica, você será alvo de um estranho olhar, sermões, conselhos e tentativa de conversão. Em outros casos, as pessoas nem preferem entrar no assunto porque você não sabe o que está dizendo e deus pode te castigar, ou porque o assunto é chato demais e renderá um bocado de tempo. No seu local de trabalho e em outros meios da sociedade você será sempre ignorado ao revelar sua postura ateísta, pois você deve acreditar em algo, isso na opinião daqueles que acreditam em algo divino ou espiritual.

Por fim, o que eu acho mais impressionante é como as pessoas a todo instante fazem ligação de que tudo está relacionado a deus, sendo bom ou ruim, e não percebem as contradições que se perdem em seus argumentos, pois não há sustentação fundamentada e provada. Para eles, tudo é resultado de um ser que nunca foi visto, que nunca aparece, que nunca soluciona, que realmente não está nem aí para esta espécie tão estúpida. Nesse sentido, pensadores já disseram que se existisse um deus com um potencial tão grande como o creditado, este estaria sendo um verdadeiro desperdício, visto o mundo tão imperfeito e em tal situação na qual vivemos. De fato, as pessoas agem de maneira arrogante (usam o cabresto da ignorância) e não conseguem enxergar, por exemplo, que determinações como o pecado é a imposição do medo e que as reações e acontecimentos no mundo são resultado das ações que cometemos diante da nossa condição material e de pensamento, sem qualquer interferência de algo divino ou sobrenatural, mas sim natural. De forma sintética e sem aprofundamento, assim como foi escrito todo o texto, é preciso lembrar que, apesar da grande maioria considerar a religião como algo que só trás benefícios (vide guerras em nome de deus), a formação e manutenção do caráter e/ou valores não está ausente em pessoas que se definem como ateus(atéias) convictos, e que estes, por mais que não pareça, têm muitos assuntos impressionantes e importantes sobre a vida para serem compartilhados e respeitados. Assim,


Voltemos a ser crianças livres de pensamento e felizes por natureza!

O Recado da Borboleta Negra

Postado por *** On 21:02 0 comentários
Por David Pimentel

Rondando triste
Nos meus espaços noturnos
Me deparo
Com uma frenética borboleta
Uma borboleta negra
E angustiado
Senti meu coração
Em um casúlo apertado
E agi como tu
Caro Machado
Lutei arduamente
Com a pobre criatura
Queria suplantar minha dor
Mas não fui ágil
Fui frágil
Nem tampouco forte
Não tive sorte
Desabei
Nocauteado rapidamente
Fiz uma viagem escura rumo ao chão
E permaneci sentado
Aos prantos, em solidão
Lágrimas brotaram lentamente
Silenciosamente
Mas repentinamente
A bela e piedosa
Fez o vôo mais sublime
E retornou
Pousou ao meu lado
Como uma velha companheira
Dois seres ao chão
E quando estendi minha mão
Vieste em um vôo rasante
Acomodar-se em meu dedo
Parei assustado com medo
Apreciei bestificado
E questionei entediado:
O que queres?
Num instante entendi
Um ao outro em suas "mãos"
Tentei acariciá-la
Ela se foi
E adeus eu disse
À borboleta negra


Obs.: Poema baseado em uma esperiência real.
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KARL MARX

TESES SOBRE FEUERBACH

O EGOÍSTA DIVINO POR OPOSIÇÃO AO HOMEM EGOÍSTA.

A ILUSÃO QUANTO À REVOLUÇÃO SOBRE O ANTIGO ESTADO.

O "CONCEITO" E A "SUBSTÂNCIA".

A REVOLUÇÃO:

HISTÓRIA DAS ORIGENS DO ESTADO MODERNO.

I. AD FEUERBACH


1

A falha fundamental de todo o materialismo precedente, incluindo o de Feurbach, reside em que só capta a coisa (Gegenstand), a realidade, o sensível, debaixo da forma do objecto (Objekt) ou da contemplação (Anschauung), não como actividade humana sensorial, como prática, não de um modo subjectivo. Daí que o lado activo fosse desenvolvido de um modo abstracto, em contraposição ao materialismo, pelo idealismo, o qual, naturalmente, não conhece a actividade real, sensorial, enquanto tal. Feuerbach aspira a objectos sensíveis, realmente distintos dos objectos conceituais, mas não conhece a actividade humana, ela própria, como uma actividade objectiva (Gegenstandliche). Por isso, na Essência do Cristianismo ,só se considera como autênticamente humano o comportamento teórico e pelo contrário a prática só se capta e se plasma debaixo da sua suja e judaica forma de se manifestar. Daí que Feuerbach não compreenda a importância da actividade "revolucionária", da actividade "crítico-prática".

2

O problema de saber se ao pensamento humano se pode atribuir uma verdade objectiva não é um problema prático. É na prática onde o homem deve demonstrar a verdade, isto é, a realidade, o poder, a terrenalidade do seu pensamento. A discussão em volta da realidade ou irrealidade do seu pensamento - isolado da prática - é um problema meramente escolástico.

3

A teoria materialista da mudança constante das circunstâncias e da educação esquece que os homens fazem mudar, eles próprios, as circunstâncias e que o educador necessita por sua vez de ser educado. Há pois que distinguir na sociedade duas partes, uma das quais se encontra colocada por cima dela.

A coincidência da mudança das circunstâncias coma mudança da actividade humana ou com a mudança dos próprios homens, só pode conceber-se e entender-se racionalmente como prática revolucionária.

4

Feuerbach parte do facto da auto-alienação religiosa do homem, do desdobramento do mundo em um mundo religioso e um mundo terreno. O seu trabalho consiste em reduzir o mundo religioso ao seu fundamento terreno. Mas o facto de que o fundamento terreno se separe de si próprio para se plasmar como um reino independente que flutua nas nuvens é algo que só pode explicar-se pelo próprio afastamento e contradição deste fundamento terreno consigo mesmo. Portanto é necessário tanto compreendê-lo na sua própria contradição como revolucioná-lo praticamente. Assim, pois, por exemplo, depois de descobrir a família terrena como o segredo da família sagrada, há que destruir teórica e praticamente a primeira.

5

Feuerbach não se dá por satisfeito com o pensamento abstracto e recorre à contemplação (Anschuung); mas não concebe o sensorial como actividade sensorial-humana prática.

6

Feuerbach resolve a essência religiosa na crença humana. Mas a essência religiosa não é alguma coisa que seja abstracta e imanente a cada indivíduo. É na sua realidade, o conjunto das relações sociais.

Feuerbach, que não entra na crítica desta essência real, vê-se obrigado portanto:

  1. - A prescindir do processo histórico, plasmando o sentimento religioso por si e pressupondo um indivíduo humano abstracto, isolado.
  2. - A essência só pode conceber-se, portanto, de um modo genérico, como uma generalidade interna, muda, que une de um modo natural, muitos indivíduos.

7

Feuerbach, não vê, por conseguinte, que o "sentimento religioso" é, por sua vez, um produto social e que o indivíduo abstracto que ele analisa pertence a uma determinada forma de sociedade.

8

Toda a vida social é essencialmente prática. Todos os mistérios que induzem a teoria do misticismo encontram a sua solução racional na prática humana e na compreensão desta prática.

9

O máximo onde pode chegar o materialismo contemplativo, isto é, o que não concebe o sensível como uma actividade prática, é contemplar os diversos indivíduos soltos e desgarrados da sociedade civil.

10

O ponto de vista do materialismo antigo é a sociedade civil; do materialismo moderno, a sociedade humana ou a humanidade social.

11

Os filósofos limitaram-se até agora a interpretar o mundo de diferentes modos; do que se trata é de o transformar.

Ensaio sobre reflexões

Postado por *** On 20:44 0 comentários
Por David Pimentel


Após várias transformações sociais dentro de etapas históricas regidas pela ação humana constante, nos vemos acometidos de uma vivência social nada agradável. Digo isso observando o sentido geral da coisa de maneira distanciada e criticamente fundamentada. O que é fato é: o mundo não anda bem devido aos maus tratos destes seres tão “racionais”, e a situação destes encontra-se muito pior. Divido desta forma, pois o ser humano é uma espécie assim como as outras, mas sua organização é social, apesar de também ser natural. O mundo, ou melhor, o planeta Terra é uma esfera (bem grande por sinal) repleta de espécies animais e vegetais, de substâncias vivas e mortas em seus diversos estados físicos (sólido, líquido e gasoso), solo, microrganismos, etc. A verdade é que esse planeta denominado Terra já passou por várias situações de catástrofes naturais, impactos de meteoros, movimentos de placas tectônicas, espécies desapareceram, sendo que outras surgiram, “evoluíram” e assim o ciclo se repete. Enfim, como disse bem o grande crítico e comediante George Carlin, o planeta está em transformação constante buscando seu equilíbrio de existência natural. Neste caso, o planeta irá de alguma forma se recuperar, nem que para isso ele tenha que se livrar da raça humana.

Voltando aos humanos, estes surgem aproximadamente há uns 4 a 7 milhões de anos, de acordo com a teoria da evolução, e vêm se adaptando geneticamente e socialmente de acordo com suas necessidades biológicas e materiais. Dentro de um estudo na perspectiva histórica, percebemos a (des)organização social através, por exemplo, da análise sobre as Civilizações Antigas, o feudalismo e a que eu prefiro me ater, que é a sociedade capitalista. Assim como os outros modelos, esse tipo de sociedade (o capitalismo) se organiza através de um modo de produção exploratório, que beneficia poucos e desfavorece a grande maioria. Foi sempre assim e desta maneira o ciclo se repete, existindo sempre duas faces, como notamos rusticamente: faraó – escravo, rei – escravo, senhor – servo, nobre – escravo, burguês – trabalhador. A exploração não acaba, o que muda é a forma de como ela é conduzida, e para isso é que foi criada e persiste as ideologias. Esse conjunto de idéias determinadas pela parcela dominante (que detém o poder organizacional) se re-modelam num misto de normas, regras, dogmas, um entrelace de leis divinas e materiais que se refletem no “precioso” Direito. Isso mesmo! Da mesma maneira que funciona um conjunto de leis aplicadas judicialmente funciona o conjunto leis divinas definidas por uma dada religião. O objetivo é o mesmo! A dominação!

A questão é: Conseguimos nos perceber como um ser ideologicamente dominado? O que é realmente a liberdade ou o livre arbítrio?

As idéias se estabelecem em um plano que parte do raciocínio humano. Então lá vai outro questionamento: Até onde vai a minha capacidade ou qualidade de raciocínio? O conhecimento amplia essa capacidade de raciocínio? De que tipo?

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